sábado, 19 de janeiro de 2013

Zippo - Um review e um teste.

Eu acho que sim, os isqueiros Zippo são itens de sobrevivência, e dos bons.
Começo minha argumentação voltando no tempo, fora do eixo de marketing atual onde o desempenho do isqueiro foi posto á prova exatamente em situações onde uma peça bruta e eficaz era necessária.



Este isqueiro foi pra 2 guerras. WW2 e Vietnã, isso com certeza. Enfrentou o vento e o inverno da Europa e a selva vietnamita. Sou capaz de apostar um trocado que esteve com a marinha inglesa nas Malvinas...
Eu ganho! porque o Zippo estava na lista de materiais cedidos pela rainha para os marinheiros que serviam embarcados. Isso porque o Zippo não apaga com o vento do convés do navio.



É uma peça bruta de fato. Tanto que a garantia de um zippo é... enquanto ele existir. A grande sacada do fabricante é não substituir a capa original afim de preservar a patina e a história da peça.
Ao manuseá-lo você percebe algumas coisas, o aço da capa não tem costuras ou soldas, é aquecido e prensado na marra, o que além do ótimo material ainda recebe o aditivo das dobras  angulosas. A parte interna é feita de chapas de 1mm, ao contrário do inox de fora esta é de aço carbono 1040 dobradas e soldadas em uma peça só.



Fragil neste isqueiro nem o tecido interno, geralmente lã de vidro á prova de fogo mas com ótima capacidade pra reter combustível. Após uma breve pesquisa entre publicações e videos de sobrevivencialistas e bushcrafters gringos, notei que alguns amam e outros desprezam.

Os grandes prós do zippo na sobrevivência são:
- Sua chama é muito resistente ao vento.
- A chama é contínua e muito mais forte que a de isqueiros convencionais.
- Você pode mantê-lo aceso por muito tempo sem se queimar, pois as partes que aquecem são internas, sem contato com as mãos.
- Ele não vai quebrar.
- Pode ser usado como uma lamparina.
- Pode ser usado como fogareiro (espiriteira)

As desvantagens porém, só existem se comparações forem feitas:

- São caros, pelo preço de um zippo e seus suprimentos você compra quase 20 bic's.
- Necessita de atenção na recarga constante, com uso contínuo, um zippo suporta em média de 7 a 15 dias de uso por um fumante médio.
- O flint, ou pederneira do isqueiro sofre bem, para manter o alto desempenho na hora de acender e gerar boa quantidade de faíscas, ele consome mais barrinhas de magnésio que os isqueiros convencionais.



Em termos de desempenho, somente os "maçaricos" a gás se equiparam, (inclusive no preço e consumo) porém perdem feio em resistência.
Vou resumir minha opinião da seguinte forma, esta peça faz parte da tropa de elite do fogo de sobrevivência. Quando o fósforo pifa e a pederneira não pode te ajudar, chame a SWAT Zippo.



Deem uma olhada no vídeo, comentem o review e tentem tirar suas próprias conclusões! Aguardo comentários!



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