Manual Guia do Sobrevivente

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Sobrevivencialismo e Preparação

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Camuflagem feita em casa.

Tenho um apreço enorme por itens que consigo confeccionar.
Acho que no dia a dia, ou melhor, na lida, sou bem o contrário de muitas pessoas e acabo por dar preferência a gastar os industrializados e preservar minhas peças artesanais, e isso não é porque são inferiores, ao contrário, algumas acho até melhores que os originais.


Pois bem, lá no YouTube e aqui no blog ja postei uma boa lista de coisas, shemag, cantil, faca, facão, machadinhas uma ou outra receita ou forma de preparo, desta vez decidi camuflar uma calça.

Se engana quem pensa que o fiz de forma aleatória, pelo menos na escolha das cores.



A escolha da calça não tem muito segredo, é um brim comum, vendido no Wal-Mart, a cor, aquele beje crú, queimado foi opção entre o classico azul ou verde lavado. Cor muito similar ao talo e folhagens da cana de açucar.



Seguindo as escolhas de cor, e há uma infinidade de tons e escolhas, optei pelo verde capim, um verde bem vivo e expressivo, uma escolha baseada também no cenário que disponho, braquiara de pasto. Para queimar o verde usei azul escuro e sépia.



A próxima cor foi o caqui. Gosto do caqui. Cor de palha seca e amarelada, tipica de beira de estradas rurais aqui na região. os tons foram feitos com sépia, mas usei pouco, preferindo manter o original.



A terceira cor empregada foi o marrom. Este carregado de vermelho terra, alcancei o tom aproximado usando meu coturno sujo como parametro. Isso aí meus amigos, caipira pé vermeio. A terra estámuito presente aqui, seja em grandes barrancos, roças, estradinhas e terra e nos charcos e alagados. Tudo tem esta coloração impregnada. É obvio que não cheguei a perfeição da cor, não tenho talento ou instrução pra isso, mas passei bem perto.

Respingos de sépia e azul escuro coroaram a peça, um tom de sombra para dar alguma profundidade na composição.



Curtiu o video? que legal, agora entenda o seguinte, é só uma idéia, é a composição que eu achei bacana aqui pro meu cenário, você pode fazer como quiser e com as cores que quiser. Pode até alterar aquele produto que comprou para compor uma camuflagem completamente adaptada para uma região específica.

Note que, toda estampa nada mais é que um elemento artificial, confeccionado para enganar os olhos, você ainda pode acrescentar elementos naturais locais pra fechar a conta de vez.



Boa parte da motivação para este trabalho veio do estudo que fiz de alguns trajes militares oficiais. Descobri algumas coisas bem interessantes.
A maioria das vestes que encontramos no Brasil, são réplicas. E estas réplicas, por mais bem feitas que sejam não carregam caracteristicas da composição original, como reflexibilidade de luz, marcação para nigthvision, pouca assinatura de dispositivos de captação eletronica e principalmente a assinatura térmica.

hahhh vai, você achou que aquela historinha de usar uma estampa com pixels perfeitamente quadrados serve pra que? Pra enganar humanos? Negativo! É para enganar detectores eletronicos que são programados pra identificar curvas e formas e não quadrados. Para o olho humano, a 10 metros, tanto faz se é quadrado ou redondo, tudo se funde numa celeuma só.



Outra questão é a da industrialização, exceto em campo aberto ou em cenários urbanos, tanto faz a calça ser igual com a camisa, na verdade, existe um padrão baixo e outro alto, onde a vegetação influi e muito.

Também há a questão da camuflagem ativa e passiva, conceito que um amigo trouxe de fora, de um treinamento avançado que fez. Camuflagem ativa é quando você deliberadamente está se escondendo ciente de onde vem o olhar e passiva é quando não se esta ciente de onde vem o olhar e você pretende não ser detectado.



Há quem pregue que uma boa camuflagem é melhor que uma boa blindagem (ou proteção balística), se você não for visto não será selecionado como alvo.

No fim acho que pra bom escondedor duas ou tres cores bastam!

Por enquanto é isso, aguardo comentários e vossas críticas, afinal são elas que evoluem meu conhecimento.

Abraços!



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